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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Caminho para ti

O amor pelo eu é algo que surge, em repetição, em vários dos meus posts. Porque em tempos não o encontrei. Vivi, infeliz, algo que não cabia em mim. Não me amei. E é porque acredito, verdadeiramente, com a alma, que o amor pela nossa pele, pelo que sentimos, é o maior dos valores, que te escrevo novamente, aqui, as mesmas palavras. Para que as escutes, não com o sofrimento que sentes, mas com o alívio da tua liberdade. Da liberdade do teu corpo, do teu coração, da tua vida. A autocomiseração há-de perseguir-te. Sentirás que o passo seguinte se torna pesado, e que cada um que dês, mais para a frente, se torna demasiado cansativo. Quererás sentar-te, no meio da estrada, e esperar que passe. E aí darás conta que o caminho não mudará se não tiveres forças para continuar a caminhar até mudar de trilho.

Não te percas de ti, e acredita que te reconhecerás. E ama-Te. Muito. Sempre. Para que te possas novamente reencontrar.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

News

Aqui estou eu, de novo. Alcançados os 30 em terra alheia. Regados com tequilla, canela e laranja. Sal e limão. Como tudo até aqui. Doce e amargo. E nestes 30 anos teria feito tanto de diferente. Tanto de igual.

(Hoje está um sol que entra pela janela dentro. Demasiado sol. E muito pouco tempo. Porque, esse, passa a correr.)

Love u all!

sábado, 22 de janeiro de 2011

To forget

O caminho do perdão não é linear. Por vezes perdoamos quem mais mal nos fez, outras vezes somos incapazes de perdoar coisas mais pequenas.... Não há regras, o coração encontra o seu caminho de cura ou as feridas continuam abertas. Hoje senti que te perdoei. E devia ter perdoado outras pessoas que sempre fizeram mais por mim. Tu raramente estiveste lá. Por ti, passei tempos em que a alma ficou presa em cordas. Nunca foste um amigo e quando o foste preferiste transformar-te noutra coisa qualquer, fútil e fugaz. Podia dizer-te que não o merecias, porque, de facto nunca fizeste nada por isso. Mas hoje o meu coração sorriu para ti. Sem marcas do passado. Leve.

Talvez o coração tenha aprendido o caminho. Para outros perdões. Tão mais merecidos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Almost 30

Aproximam-se os 30 anos (ainda não é hoje, nem amanhã). E porque fazer um post no mesmo dia é um cliché, faço a revisão de 30 anos de vida um pouco antes. Trinta anos é muito tempo para se viver com alguém. E ainda assim dou por mim a achar que pouco me conheço. Fico com esta terrível sensação de que poderia ter feito mais, melhor, mais vezes. Sensação de que um terço, o melhor, já passou. Que passaram as noitadas de faculdade, os primeiros beijos. Os primeiros amores, os tempos sem rugas nos olhos. Passou a despreocupação, o não ter medo da morte dos que amamos. Como se tivesse saltado para o lado de lá, sem regresso. Sinto-me angustiada: a vida parece-me demasiado curta, rápida e demasiado preciosa para ser mal vivida...

(To love more. To feel more. To smile more and to forgive more. With no regrets. )

sábado, 11 de dezembro de 2010

Wrong places, wrong people

Há um sentimento que me tem acompanhado ao longo dos tempos: o de ser, tantas vezes e, no seio de muitas amizades, prescindível. Acho que acompanha as almas solitárias.

I´ll never be the one for whom the world goes round.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Barça III

Ando um pouco afastada cá do tasco e nem vos tenho feito o merecido update desta viagem. Aluguei um quarto junto ao Paseo de Gracia. Comigo vive uma velha catalã e um gay que trabalha numa agência de modelos. (A boa notícia é que pouco convivemos:)

Tenho estado com alguns portugueses que vivem aqui e que, ao que me parece, trabalham com um combustível diferente do meu (parecido com o etanol e de longe mais eficaz, uma vez que depois da uma da manhã já fechei o estaminé para balanço:). Por vezes acho que poderia viver aqui.

Ao fim da tarde dou por mim a passear-me sem destino (com esta música de Natal as my soundtrack). Gosto do sentimento de individualidade que a cidade transmite. Gosto deste sentimento de não saber onde coloco os pés, de me surpreender com as ruas (da cidade e da vida) que não conheço.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aqueces-me os dias

Se o Mundo fosse perfeito, Eva não tinha comido a maçã. Existe qualquer coisa nas estradas difíceis que as torna interessantes... (São os caminhos árduos os que nos marcam a vida com cores).

(Hoje sinto-me em paz. Com um caminho percorrido que me trouxe felicidade ao coração).

sábado, 9 de outubro de 2010

Grow up


Crescer é rasgar a pele. Para que o passado não nos impeça de viver.


Florence and the Machine - Cosmic Love

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Wisdom

Um dia a psi disse-me que era divorciada. Perguntei-lhe se foi difícil, ela respondeu que sim. "Dois anos a penar" - suspirou - "e depois um grande alívio".
Recalquei estas palavras, guardei-as como esperança e quase me tinha esquecido delas.

Hoje, uma pediatra, em luta interior perante uma relação que se arrasta entre fins e recomeços, balbuciou: " Estou cansada, ele agora manda-me mensagens a dizer que me ama, que sou o amor da vida dele e ele nunca me tratou assim. Pensava que tinha tomado a decisão correcta, que era desta e agora não sei.".

Vieram-me à cabeça as palavras da psi. "O que sentiste? O fim do teu mundo ou um alívio enorme?"

(No fundo a nossa alma sabe. Ou se liberta, como pássaro a renascer, ou se apaga, como um cigarro sem lume).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A note (3)

Já perdi algumas coisas. Algumas delas pensei que me acompanhariam ao longo da vida (ingenuidade dos 20). Já cruzei o caminho dos outros, já abandonei lugares destinados.

Aos que entram, espero que fiquem por aqui.

(Que a vida é, para mim, esta liberal entrada e saída de tanta gente, de amor e de amizade).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Borboleta


Hoje na caderneta de cromos falaram dos bichos da seda. Felizmente nunca me deu para esse lado. O máximo que tive em casa foi um grilo. E, como não cantava, soltei-o passados 3 dias.


Mas depois, do baú das memórias, recordei-me das férias que passei na terra da minha avó paterna. Habituada a uma vida na terra da avó materna, aquele mês inteeeeeeeeeeeeeeeiiiiro, sem pais, apenas com a mana e a avó foi a loucura. Era pequena, tinha uns 8 anos. Apaixonei-me pelo vizinho da frente que partiu a cabeça da minha irmã à pedrada. Esfolei o cotovelo no muro a carregar um melão da mercearia, fugi como o diabo da cruz do álcool que lá queriam pôr e fiquei com uma mancha de mercúrio para o resto das férias. Sim, vós, tristes seres nascidos nos anos 90 não sabem o que são as manchas de mercúrio nos joelhos.


E, no final do mês, casavam-se os primos afastados. Não me lembro de quem eram mas, lembro-me que eu, a minha irmã e amiga queríamos fazer uma festa em grande. Uma surpresa. E assim foi....decidimos apanhar borboletas, tantas quantas conseguíssemos para as soltar num voo espectacular, da caixa de cartão à saída da igreja.


Não vos digo quantas apanhámos porque a sociedade protectora dos animais ainda me batia à porta por tentativa de extinção da borboleta do campo. Só vos digo, meus amigos, que elas morreram todas na caixa de cartão e nem uma deu à asa no dia.


Ainda hoje me lembro do arroz a voar e do ar estarrecido da malta ao ver as borboletas mortas ao pé dos noivos. Um mimo.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Loss

Às vezes penso como estarás por detrás da porta que fechaste.


(E parte do meu coração foi contigo.)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

News from Babylon

Amigos de infortúnio, desculpem a ausência. Entre um quase homicídio de um construtor e o esquartejamento de um funcionário do apoio técnico da TV CABO ("ir buscar um cabo à rede?NAHHHHHHHHHHH!!! Isso dá muito trabalho!!! Vamos antes roubar o sinal à vizinha!), por aqui ando eu. O Mickey não voltou a aparecer (e para os seus defensores, NÃO, não lhe dei sumiço). Hoje à noite vou para Coimbra, volto amanhã ao final da tarde. Domingo vou andar a fazer Canorafting por isso o melhor é despedirmo-nos já aqui (esperando que não seja para sempre!)

Inté.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PS:

Que o Zé Maria viva com saúde, que cresça forte e se torne uma grande pessoa como os papás. Que continuo com a convicção, apesar do já dito, que determinadas acções, só por si, não chegam para a definição das pessoas.

Para a C.

As tuas colegas disseram-me que já nasceu. Presumi que sim, porque as crianças não ficam lá para sempre. Não te sei dizer o que senti. Um pouco surpreendida por não teres mandado mensagem de aviso mas, contudo, sem sentir no coração a falta dessa mensagem.

Tempos houve em que o Zé Maria seria meu sobrinho. Tempos houve em que te tive como uma irmã. Mas há qualquer coisa na quebra de confiança que partiu uma amizade. E dou-me conta, hoje, que sem conserto.
( Ao não partilharmos - mutuamente - o crescimento das nossas vidas cavámos o fosso da indiferença.)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Me and new technologies

Percebi que estava velha quando me dei conta que o último jogo de computador que joguei foi o Prince of Persia 1 em 2D.

E também não consigo achar piada ao Facebook. Tenho 20 amigos, odeio a Quinta e não tenho pachorra para aderir a grupos. Não me aborreçam com as couves e, por favor, se quiserem falar comigo limitem-se a um cafézinho à antiga, sim? *




*(Preto, sem açúcar.)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O preço da Felicidade

Quando se inicia um amor, tudo parece fácil, inócuo. O amor dado parece não ter uma moeda de troca, oferecemos o coração como uma dádiva que julgamos nunca reclamada. Um dia, se o amor nos foge, se a relação como foi concebida se perde, se transforma, damos por nós a pagar a factura de um sentimento que outrora julgámos inofensivo. Entregar o coração tem um preço. Alto. As relações pessoais têm este peso enorme do lugar que roubaram ao coração e à nossa vida.


(Felizes os que vivem no desligado e protector mundo do seu individualismo. Que passam por dores não sentidas, como quem atravessa o mundo à chuva sem se molhar.)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Return

Cheguei. E antes das milhares de fotos que cá tenho para pôr, ando com esta música para partilhar há dias. Daquelas que bastou ouvir uma vez para se alojar na pele:)

Beijing é grande. É enorme. Sentimo-nos quase agredidos com a dimensão dos edifícios, das avenidas, das lojas. Não é, de todo, um regime comunista. E, acima de tudo, não tem um céu azul, mas um cinzento sofucante, demasiado quente, demasiado poluído.

Meus jeitosos, estou de volta. Com a vida toda para pôr de pé.

See u really soon...:)

The Cinematic Orchestra - To Build A Home

domingo, 6 de junho de 2010

Pictures of my new home (3)

A pedido de muitas famílias...




Kitchen

sábado, 5 de junho de 2010

Pictures of my new home (2)


Bathroom 2