Acho que o Sócrates vendeu parte da alma ao Diabo e agora são só terramotos e tsunamis e tudo e tudo.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
South America
Acabei de ver a entrevista ao presidente do Supremo e sinto-me nauseada. Como se a lama fosse tanta e tão profunda que nós, uma nação inteira em areias movediças, nos vamos afundando entre políticos, justiça, entre um mar de corrupção que acredito nenhum de nós conseguir alcançar.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Strike - Enfermagem
Os motivos ninguém os questiona. Estão escarrapachados perante os nossos olhos. Acho que é indiscutível a injustiça que se está a fazer a esta classe profissional. Desejo profundamente que sejam bem sucedidos nas suas reinvindicações.
Dito isto, não posso deixar de me sentir completamente estupefacta com a falta de profissionalismo de alguns membros desta classe nos últimos dias. Antes de mais, é preciso compreender que, para que esta (ou qualquer outra) greve seja eficaz têm de ser atingidos 2 pontos:
1. Lesar de alguma forma o estado ou suas instituições em termos económicos;
2. Contribuir para que o número fornecido pelos sindicatos relativamente à adesão seja o maior possível.
O segundo ponto é fácil, consegue-se pela união e por fornecer os devidos números aos piquetes de greve. O segundo prima pela inteligência de perceber o que prejudica os hospitais EPE (instituições "semi-públicas", como agora são designados). E o que os prejudica é a redução de número de procedimentos electivos, cirurgias de ambulatório, exames complementares de diagnóstico que contribuem fortemente para as suas finanças.
O que eu gostava ( e que me deixou profundamente revoltada hoje) é que percebessem que ver sinais vitais, retirar drenos ou pô-los, fazer colheitas em doentes em choque cardiogénico, reposição hidro-electrolítica e de suporte de aminas a um doente no pós operatório de uma cirurgia cardiotorácica numa unidade de cuidados intensivos, não é, de todo, uma acção que se compadeça com o " estar de greve". Por diferentes razões.
Uma delas, secundária, é porque é indiferente, à Ministra da Saúde, se foram prestados cuidados de higiene ou não, se viram os sinais vitais ou não, se foi corrigida a hipocaliémia grave ou não. Mais que vos diga, acho que ela está-se mesmo a marimbar para isso. A segunda, e a maior, é que médicos, enfermeiros, profissionais de saúde, têm uma obrigação e um dever que é maior que qualquer greve: a de garantir a saúde e o bem estar do doente que a nós confiou o seu corpo, a sua fragilidade e a sua doença.
Dito isto, não posso deixar de me sentir completamente estupefacta com a falta de profissionalismo de alguns membros desta classe nos últimos dias. Antes de mais, é preciso compreender que, para que esta (ou qualquer outra) greve seja eficaz têm de ser atingidos 2 pontos:
1. Lesar de alguma forma o estado ou suas instituições em termos económicos;
2. Contribuir para que o número fornecido pelos sindicatos relativamente à adesão seja o maior possível.
O segundo ponto é fácil, consegue-se pela união e por fornecer os devidos números aos piquetes de greve. O segundo prima pela inteligência de perceber o que prejudica os hospitais EPE (instituições "semi-públicas", como agora são designados). E o que os prejudica é a redução de número de procedimentos electivos, cirurgias de ambulatório, exames complementares de diagnóstico que contribuem fortemente para as suas finanças.
O que eu gostava ( e que me deixou profundamente revoltada hoje) é que percebessem que ver sinais vitais, retirar drenos ou pô-los, fazer colheitas em doentes em choque cardiogénico, reposição hidro-electrolítica e de suporte de aminas a um doente no pós operatório de uma cirurgia cardiotorácica numa unidade de cuidados intensivos, não é, de todo, uma acção que se compadeça com o " estar de greve". Por diferentes razões.
Uma delas, secundária, é porque é indiferente, à Ministra da Saúde, se foram prestados cuidados de higiene ou não, se viram os sinais vitais ou não, se foi corrigida a hipocaliémia grave ou não. Mais que vos diga, acho que ela está-se mesmo a marimbar para isso. A segunda, e a maior, é que médicos, enfermeiros, profissionais de saúde, têm uma obrigação e um dever que é maior que qualquer greve: a de garantir a saúde e o bem estar do doente que a nós confiou o seu corpo, a sua fragilidade e a sua doença.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Ide passear, sim?

Se há coisita que me mete os nervos em franja são os falsos moralismos. Ao que parece a Sr. Ministra veio dizer que queria parar o êxodo dos médicos para os sistemas de saúde privados (CM). E dou com comentários de "gente entendida" do nível de " Ah, os médicos são é uns malandros, querem só ganhar dinheiro".
E tudo isto merece-me os seguintes comentários:
1. À ministra: quando esta senhora diz que não há dinheiro para combater o assédio dos privados eu concordo. Mas, o que eu não percebo, é porque é que em vez de se contratar pessoas, com salários dignos, se opta por contratar uma empresa prestadora de serviços com médicos que ganham 70euros à hora para fazer serviços de urgência (os restante 30 que perfazem os 100/h são para a dita empresa). Pois, porque uma empresa não tem filhos, nem fica doente e não ganha subsídios de férias. Então funcionamos com remendos caros: pagamos a peso de ouro pessoas que apenas vêm os doentes poucas horas por semana, não têm qualquer responsabilidade no seu seguimento, no seu bem estar, no processo de cura/tratamento da doença. São tapa buracos. Muito caros e geralmente de fraca qualidade. E, por outro lado, não integram equipas hospitalares, não formam internos, não projectam melhorias nem crescimento dos serviços e instituições. Porque saem, sem vínculo, às 8 da manhã do dia seguinte.
O que tenho a dizer à ministra é somente: o barato sai caro.
2. Aos senhores dos comentários devo elogiar todo o seu sentido cívico e altruísmo porque certamente doam 1/3 dos seus salários a instituições e usam chibatas em autoflagelo cada vez que lhes propõem subida de ordenado e condições de trabalho infinitamente melhores.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Foi tão mau, tão mau, que nem me ocorre um título

Gente malvada, vocês todos, que vêm coisas onde elas não existem. Então, não era óbvio que o Sr. Godinho ia a passar pela porta do banco e decidiu apenas perguntar ao director Vara onde era a EDP porque ele não a encontrava? Ruins, vocês! Mentes maquiavélicas! Tau tau no rabiosque para todos vós.
E já agora, também não encontro a pastelaria para comprar as azevias de Natal. Será que o Sócrates me ajuda?Ai não, vou antes ali perguntar aquela deputada do PSD. Diz que havia uma ao pé do Circo Chen.
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domingo, 22 de novembro de 2009
Pinócrates
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Short Blankets
Não sou muito dada a política. Tenho uma alma de militante de esquerda mas dispenso cartões e filiações.
Mas não sei o que me irrita mais agora:
1.Se um Sócrates que acreditou que seria possível viver sempre na sua prepotente egocêntricidade (digo maioria absoluta);
2. Se um PSD que prefere ver um país na lama, lamber muito as botas a um Cavaco para daqui a uns meses formar governo com um tal de Paulo das Portas. (Que triste é não sabermos olhar para o bloco central da Alemanha!)
3. Se um BE e um PCP (digo velhinhos com barbas que nos relembram vagamente o "Avô Cantigas") que recusam uma coligação e atiram um país para os braços de eleições antecipadas e , com toda a certeza, para um governo (qual casamento de interesses) de um medíocre PSP e um ridículo CDS ( tanto o partido como o Paulo das Portas).
Já para não falar do cabelo deste último, que dispensa comentários mas que é um exemplo perfeito do quanto vivemos com "cobertores curtos". Aos taparmos o pescoço ficam os pés de fora. Quando se metem os 3 cabelos que restam do lado esquerdo, fica a careca destapada à direita.....
E é tudo.
Mas não sei o que me irrita mais agora:
1.Se um Sócrates que acreditou que seria possível viver sempre na sua prepotente egocêntricidade (digo maioria absoluta);
2. Se um PSD que prefere ver um país na lama, lamber muito as botas a um Cavaco para daqui a uns meses formar governo com um tal de Paulo das Portas. (Que triste é não sabermos olhar para o bloco central da Alemanha!)
3. Se um BE e um PCP (digo velhinhos com barbas que nos relembram vagamente o "Avô Cantigas") que recusam uma coligação e atiram um país para os braços de eleições antecipadas e , com toda a certeza, para um governo (qual casamento de interesses) de um medíocre PSP e um ridículo CDS ( tanto o partido como o Paulo das Portas).
Já para não falar do cabelo deste último, que dispensa comentários mas que é um exemplo perfeito do quanto vivemos com "cobertores curtos". Aos taparmos o pescoço ficam os pés de fora. Quando se metem os 3 cabelos que restam do lado esquerdo, fica a careca destapada à direita.....
E é tudo.
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